Fidel Castro

A História o absolverá?


Fidel Castro (foto Net)

Fidel Alexandro Castro Ruz nasceu no bairro de Birán, município de Mayári (Oriente) em 13 de Agosto de 1926. Os seus pais Álgel Castro, um emigrante galego com relações com a United Fruit e Lina Ruz a sua cozinheira.

Em 2003, voltou nostálgico à casa da sua infância já convertida em museu. Na imagem, olha detidamente o retrato da sua mãe Lina. Ainda que não esteja comprovado, Castro foi provavelmente comcebido sem que os seus pais estivessem casados. Graças à prosperidade do seu pai, Castro estudou em vários centros jesuitas de Santiago, entre eles a escola de Nossa Senhora das Dores (fotografia feita em 1940).

Em 1942 Castro ingressou na instituição jesuita Colégio Belém de Habana.

No centro estudava a nata da sociedade cubana e o futuro mandatário começou a adquirir os seus dotes políticos.

Em 1961, o seu governo expropriou o centro educativo e a promoção de esse ano não se pode graduar. O 26 de Julho de 1953 organizou o desastroso ataque ao quartel de Moncada em resposta à ditadura de Fulgêncio Baptista..

Foi processado y pronunciou a famosa frase de: "A História me absolverá" (parafraseando Adolf Hitler em Mein Kampf)

Depois do célebre julgamento e com a protecção da Igreja Católica, foi amnistiado ano e meio mais tarde. Castro exilou-se no México. No México conheceu Ernesto Che Guevara e com uma combinação de audácia, relações públicas e sorte, venceram as tropas bastistinianas em pouco mais de dois anos.

Em Janeiro de 1960, ambos os icones da revolução cubana entraram triunfalmente em Habana. O poder era seu. A política castrista de nacionalização das empresas causou repúdio aos Estados Unidos, quem financiou e tentou uma invasão de Cuba protagonizada por milhares de exilados do regime.

O governo do presidente John F. Kennedy decidiu não intervir directamente no desembarque das tropas na Praia Girón (Baía dos Porcos) e a sua humilhante derrota em Abril de 1961 serviu para confirmar Fidel no poder que não abandonaria até bem entrado o novo século.

Depois de romper relações diplomáticas com os Estados Unidos, Castro aproximou-se ao eixo comunista, permitindo que a União Soviética enviasse acessores militares e posteriormente misseis com capacidade nuclear, algo que produziu a tensíssima crise dos misseis em Outubro de 1962 na qual ambas as potências estiveram a ponto de aquecer a sua Guerra Fria.

Um ano mais tarde, Castro visitou o lider soviético Nikita Jrushchov em Moscovo. Durante o seu mandato, Fidel viu passar dez presidentes dos Estados Unidos e sete da União Soviética/Rússia. Em 1970, Castro tinha entregue a sua sorte ao bloco soviético e tinha consolidado uma economia colectivizada, um estado totalitário que não permitia a liberdade dos seus cidadãos e um férreo controle com um extenso aparelho de segurança.

Segundo a organização dos direitos humanos Amnistia Internacional nessa altura o regime tinha aprisionado centenas de pessoas que tinha cometido unicamente crimes de consciência. Pela sua associação com o chamado bloco socialista, Fidel também se aproximou ao movimento dos Países Não Alinhados, que procuraravam uma terceira via neutra no enfrentamento entre os Estados Unidos e a Únião Soviética.

Isto incluia o apoio a certos grupos guerrilheiros, como a Organização para a Libertação da Palestina, cujo lider Yasser Arafat foi favorito em Habana durante anos.

Cuba continua sendo um membro chave do movimento. No início dos anos 70 o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez iniciou uma estreita relação com Castro. O futuro Prémio Nobel da Literatura e diplomático extra-oficial afirmou que em Cuba "não há privilégios individuais, nem repressão policial". Uma das caracteristicas do castrismo em Cuba tem sido a colectivização de todas as indústrias e os trabalhos no campo por parte dos regulamentos laborais. O mandatário contribuiu ainda quase sempre simbolicamente a este movimento nada voluntário.

Pese aos golpes de catanas nas canas, não pode evitar que a indústria açucareira cubana entrasse em profunda crise em várias ocasiões. Em 1977, Castro visitou de novo Moscovo para se entrevistar com o lider soviético Leonid Brezhnev. Ainda que com certa dissimulação e distância teórica, a sorte de Cuba estava atida à do bloco soviético, económica e militarmente.

A estrepitosa queda dos países socialistas da Europa Oriental a fins de 1989 provocou uma crise que Castro apenas conseguiu superar com certa abertura econónima e turística. Em 1996, o Papa João Paulo II visitou Cuba na qual o culto católico tinha sido restrito por um Partido Comunista receoso.

O Pontífice fez uma alocução tanto ao embargo comercial dos Estados Unidos com Cuba e o mau historial dos direitos humanos do governo. "Que Cuba se abra ao mundo com todas as suas magníficas possibilidades e que o Mundo se abra a Cuba". Também em 1998 Castro recebia uma espécie de oferta com a eleição de Hugo Chávez como presidente da Venezuela.

O novo governante não duvidou acercar-se paulativamente a Cuba e, actualmente, é o maior aliado da ilha e de Castro. As enormes reservas petrolíferas do país sul-americano fomentaram certa recuperação económica. No final de 1999 uma controversia chegou às costas da Flória na forma de um menino de 7 anos.

A mãe de Elián Gonzalez faleceu trazendo o seu filho para o Estados Unidos e a disputa sobre a pátria do pequeno produziu uma crise enorme com o "enimigo do norte".

Por fim, Castro conseguiu que o pequeno voltasse à ilha acompanhado do seu pai. Ainda que Castro teve varios aliados políticos, a chegada ao poder do indígena Evo Morales mediante as eleições presidenciais na Bolívia em 2005.

Tal como Chavez, os alinhamentos políticos de ambos os mandatários com muito próximos.

Aguns afirmam que quando o novo presidente boliviano decidiu nacionalizar certos sectores da indústria, antes concultou Castro. Durante a sua via guerrilheira e política, a sua alma gémea e acessor principal foi Raul Castro, o irmão menor a quem nomeou sucessor temporal em 2006.

Segundo vários analistas, Raúl é mais prático e respeitado pelo exército. Falta demonstrar se é tão popular como o seu irmão mais velho. Em Outubro de 20004 o mandatário não se importou num pequeno obstáculo no seu caminho. O resultado foi um estrepitoso e vistosíssimo escândalo. "Não é muito certo....mas estou inteiro", disse pouco depois. A revista Forbes declarou em Março de 2005 que Castro tinha bens e contas com um valor superior a 500 milhões de dólares.

Indignado, o mandatário saiu a declarar à imprensa que o artigo era uma infâmia e que ele não tinha roubado nada. O seu património, mantem a revista, era superior ao da Raínha de Inglatera. O lider cubano já estava pronto para preparar o seu aniversário número 80 quando uns dias antes, teve que deixar as rédeas do poder provisóriamente a seu irmão Raúl, de 75 anos.

O motivo foi uma hemorragia gastrointestinal que o forçou a fazer uma cirurgia de urgência.

Tradução livre.

http://www.univision.com/content/content.jhtml?chid=3&schid=181&secid=226&cid=928027&pagenum=2