Mário Soares


Mário Soares (foto DN)

DN, 1 de Setembro de 2005. Soares avança com marcação a Cavaco

Ex-presidente rebateu ponto por ponto as críticas à sua terceira candidatura

.Filipe Santos Costa

"Aceito candidatar-me a Presidente da República" – Foi desta forma que Mário Soares entrou ontem na corrida para Belém, apresentando-se não como candidato do PS, mas como "um candidato nacional, apoiado pelo PS". (...)

Aos que lembram que o mundo mudou nos últimos vinte anos e criticam o percurso de Mário Soares desde que deixou Belém, o socialista respondeu com o seu currículo na última década, recheado de livros, conferências, missões para a ONU, um mandato no Parlamento Europeu e ainda a oposição à guerra do Iraque ("Tivemos razão, como hoje está à vista".) Eu também mudei. Muito. (...)

DN, 4 de Setembro de 2005, OPINIÃO.

Dr. Mário Soares: "Desapareça"

João de Mendia.

A auréola de democrata que erradamente se insiste em atribuir ao dr. Mário Soares tem sido contraditada pela sua própria conduta pública. Mas agora, velho, incontinente verbal a dizer o que dantes o coarctava a ambição e a evidenciar a sua verdadeira natureza, aí o têm a recandidatar-se a presidente da República.

No que diz respeito ao Ultramar português, Soares esforçou-se de forma empenhada para que o processo se passasse como se passou. Contrariamente ao que diz e à fama que se auto-atribui.

Em tempos de PREC, o dr. Soares cativava inocentes com promessas de consultas populares, a serem feitas cá, e lá, mas a verdadeira intenção era não perguntar nada a ninguém e entregar todo o nosso território ultramarino a elementos directissimamente ligados ao estalinismo soviético. Soares executou, objectivando-o, um desiderato do Partido Comunista. É assim deste personagem a responsabilidade pelo que considero ter sido, e ser ainda, a maior catástrofe nacional: a destruição, traiçoeira e vil, de um ideal eminentemente português e a sequente, horrorosa e previsível mortandade que se seguiu.

A gravidade deste horror indescritível vem ainda do facto de nunca ninguém ter investido Soares de poderes para dispor de território nacional. Nem mesmo isso seria jamais possível, por muito que invoque a legalidade revolucionária (que substancialmente não foi legalidade alguma, por se ter traduzido naquilo em que se traduziu: destruição de Portugal). Á partir daqui, o que se passou é da enorme responsabilidade de uma pessoa imputável há 81 anos e que dá pelo nome de Mário Soares. Á "descolonizacão exemplar" foi "exemplarmente" criminosa, e é imperdoável, tendo em vista a sua enorme gravidade.

Na nossa entrada na CEE o género continua. Depois de consultar técnicos, por si escolhidos, e aqueles o terem esclarecido de que não seria naquela altura, nem por aquele processo, que deveríamos entrar na então CEE, Soares, à revelia de tudo e de todos, comprometeu-se com Bruxelas e "implorou" que nos aceitassem. Segue-se a cedência de tudo a todos e o desprezo olímpico pelos pareceres que iam no sentido oposto.

Para defesa do indefensável, Soares não se cansa de nos tentar convencer de que não haveria alternativas. Só que havia. E várias. A que escolheu era a pior. Todas eram melhores, incluindo a entrada na CEE, mas bem negociada.

Soares, com o maior dos desaforos tem assumido atitudes quase majestáticas, como se tudo lhe fosse devido, reivindicando "direitos" que o têm colocado em ridículos patamares, como que a cobrar-se por uma resistência que está longe de ser a tal desgraça de que se queixa. Só que o que se deveria passar seria exactamente o contrário. Por razões de gravidade infinitamente menor das que vêm descritas em documentação vastíssima, e não desmentida, como na de Rui Mateus, entre outra, e pelo que está gravado na memória de centenas de milhares de espoliados do Ultramar, até o Ministério Público já, de alguma forma, se pronunciou. Havendo mesmo um notável parecer do prof. Cavaleiro Ferreira, eminente penalista, que por completo esclarece a situação. Mas o Dr. Soares, estranha, presumida e humiIhantemente para todos, arroga-se o direito de ter direitos que ninguém mais tem.

Mário Soares está ainda longe de ter sido o responsável, como se diz, por vivermos neste simulacro de democracia. O que se passou foi que, no segundo 1.° de Maio depois de 74, quando Soares se pretendia juntar aos comunistas, foi por estes rejeitado. Só mais tarde, e por ter percebido que se não se afastasse do PC teria a sorte que tiveram as dezenas de centros regionais daquele partido, que foi terem ido pelo ar na sequência de reacções populares, aproveitou para inventar o chamado socialismo democrático, que nunca ninguém percebeu muito bem o que é, mas que é do que tem vivido até agora.

Soares, como governante, foi ainda pouco menos que uma nulidade. Nos Governos Provisórios foi o desastre que se sabe. Em 1978 foi demitido pelo gen. Eanes: por má governação. Em 1983-85 frustrou completamente os acordos de coligação com o PSD, que permitiriam a Portugal desenvolver-se e modernizar a economia. Em 1983-85, com Soares no poder, a inflação chegou a uns impensáveis 24% e o défice desses governos alcançou a vergonhosa marca de 12%! O País estava quase sufocado pela dívida externa e viveu, até essa data (1985), praticamente com as estruturas do Estado Novo e com empréstimos do FMI. Tudo por culpa da teimosia do dr. Soares que, obstinadamente, se recusava a rever a Constituição que permitiria uma liberalização da nossa economia. Facto este que estava previsto nos acordos de coligação entre o PS e o PSD em 1983.0 radicalismo de esquerda, no Verão Quente, foi, mais uma vez, bem mais da responsabilidade de Mário Soares do que do PC, realidade que está na base do estado actual de Portugal.

Por todas estas, e por muitas outras razões, Mário Soares é a figura política que mais e mais gravemente prejudicou Portugal em toda a sua existência. Outros terão tentado, como Afonso Costa, mas, graças a Deus, não conseguiram. Mário Soares conseguiu. Assim, e usando a expressão que ele próprio usou com um GNR que o servia, exijo-lhe: dr. Mário Soares deixe-nos em paz. Desapareça.

jmportugal@hotmail.com

DN 24 de Setembro de 2005.

Sócrates alerta para dispersão de votos

*Martim Silva

(...) Além de Mário Soares, também Jerónimo de Sousa (líder do PCP) e Francisco Louçã (lider do Bloco de Esquerda) já anunciaram formalmente estar na corrida a Belém.

Em relação ao seu camarada Manuel Alegre, José Sócrates disse que ele "não tem razões para se sentir magoado" com a forma como foi tratado pelo partido. Isto, porque em política são normais as divergências, e o PS, ao escolher Soares, decidiu apoiar aquele que entendeu ser "o melhor candidato".

"Mário Soares é o português mais conhecido lá fora; é o candidato que une os portugueses; e já foi presidente da República e um bom presidente da República", foram as três razões apontadas pelo líder dos socialistas para o apoio à candidatura presidencial do fundador do PS. (...)

Acerca da competência de Mario Soares como Presidente da República, João de Mendia define-a bem. "Mário Soares foi por demais conhecido lá fora não haja dúvidas mas também por outros motivos e aqueles que não viveram o 25 de Abril e os que estiveram no Ultramar que sofreram na pele todos os vexames e perderam o trabalho de toda uma vida, conhecem bem demais quem é Mário Soares e não será com os votos deles que ele alguma vez será eleito presidente. Os outros, esses não sabem o que aconteceu e vão na "conversa". Mário Soares deveria ter remorsos daquilo que fez mas não,  apresenta-se ao povo com cara de inocente!

diabo.jpg (3141 bytes) 6 de Setembro de 2005

Opinião

Soares, o maior impostor político

- Nado e criado em Portugal quase sempre de barões, burgueses, militares, salteadores e governantes.

Alfredo Farinha(*)

Mário Soares - Do Mito à Realidade

Mário Soares, «imposto» ao PS pelo seu secretário-geral e proclamado pelo partido como seu representante efec­tivo e único no certame eleitoral de Janei­ro, próximo, com largas semanas ou meses de antecedência em relação à sua declaração formal de que pretendia ou aceitava candidatar-se, depois de uma «mise-en-sene» ridiculamente empola­da e prolongada, com a qual pretendeu, infantilmente - porque aos oitenta co­meça o inelutável regresso do adulto à «segunda meninice» - iludir os portu­gueses, fazendo-lhes crer que só ao cabo de longas meditações, dolorosas dúvi­das e inúmeras consultas tomaria (ou não)a «heróica decisão» de oferecer o corpo alquebrado e a alma inquieta à imolação final no altar da Pátria - que ninguém prejudicou e traiu tantas vezes como ele;

Mário Soares, o maior impostor político, talvez nado e criado em Portu­gal, quase sempre a saque de barões, burgueses, militares, salteadores e go­vernantes;

Mário Soares, «o português que mais ganhou com a revolução de Abril», na opinião expressa por Rumsfeld, Se­cretário de Defesa dos Estados Unidos - e também, no campo político, admito eu, antes e depois do golpe;

Mário Soares, que é, acima de tudo, o «fenómeno teratológico» de duas gran­des frustrações: a de não ter conseguido Oliveira Salazar se dignasse ter-lhe mandar-lhe dizer por um contínuo que já dera pela sua existência mas nem olhara para a sua cara, e (a segunda, algo semelhante à primeira), quando o outro grande ídolo da época, Álvaro Cunhal, o tratou coma mesma indiferença e desprezo, recusando-lhe um lugar de destaque na sua organização, não obstante o «menino-prodígio se haver inscrito nela».

Mário Soares, que toda a vida sonhou com a glória de participar na destituição do «tirano de Santa Comba», ou na sua eliminação física, mas deixou-o fugir-lhe das mãos (das dele e dos demais comparsas, tão canhestros como ele) para um sítio onde nunca poderão alcançá-lo - a terceira grande frustração, geradora de novos ódios, rancores «perseguições, agora contra tudo o que «o outro» amara, prestigiara e engrandecera, especialmente a Pátria;

Mário Soares, porventura o político português que mais amigos e camaradas traiu, como único e ruim propósito de conquistar para si próprio os lugares e os poderes que almejava. como aconteceu com Salgado Zenha, Sousa Tavares, Rui Mateus e, agora mesmo, Manuel Alegre - a quem interesse mais detalhada lista das vítimas da insa­ciável avidez política do ex-PR, recomendamos a leitura de «Acuso» e «Contos Proibidos», respectivamente, de Henrique Cerqueira e Rui Mateus. Apenas como lamiré, ou como aperiti­vo, transcrevemos, do primeiro as se­guintes frases: «Á carreira política do sr. Soares esta cheia de sacanices» e «o comportamento daquela polícia de má, memória (a PIDE, obviamente, esclare­ce o autor) é, apesar de tudo, bem mais decente que o dele», (pag. 197 e 198, «Editorial Intervenção»). E basta de citações. Que fique só o cheirinho... a enfim e em suma, a merda de gato mal tapada.

Mário Soares, enfim e em suma, para encurtar razões, que tem a «coragem» de se apresentar ao País, numa cerimónia participada por algumas cen­tenas de convidados especiais e de uma fidelidade a toda a prova (só os microfo­nes, que por duas ou três vezes se negaram a transmitir a voz do «festejado», é que não. Não andará por ali sabotagem ou cabala?), como o «candidato da união nacional e o futuro «Presidente de todos os portugueses», será capaz de imaginar a enormidade das distâncias que o PS e ele próprio cavaram e continuam a cavar, todos os dias, entre os que tiverem a dita ou a desgraça de nascer e viver neste pais?


"Mário Soares, porventura o político português que mais amigos e camaradas
traíu, como único e ruim propósito de conquistar para si pr´poprio os lugares
que almejava, como aconteceu com Salgado Zenha, Rui Mateus e, agora mesmo
Manuel Alegre (foto O Diabo)

Está na Hora. Talvez a Ultima Hora

Será ele capaz de compreender e os rombos e os cortes profundos, talvez irreversíveis, provocados por uma guerra incessante de provocações, de ofen­sas, de desafios desonestos, aberta e mantida há alguns pares de anos por aquele a que chamam «o povo da es­querda» e a quem melhor ficaria a desig­nação de «povo protegido», contra...os outros, contra aqueles aos quais, por exclusão de partes, cognominam, de­preciativa e autocraticamente, de «direi­ta liberal», «direita reaccionária», ou simplesmente de «direita», como quem se refere a grupos de leprosos, analfa­betos e delinquentes? E quantas vezes é que o Dr. Mário Soares, candidato ao título de «Presidente de todos os portu­gueses», não colaborou em tais agres­sões verbais, sempre agravadas e mul­tiplicadas por um «cartel mediático» que, ao serviço dessa auto-denominada «esquerda», abrange, inequivocamen­te, mais de 90 por cento do espaço e do tempo de antena dedicado pelos órgãos de comunicação, incluindo os estatais, ou principalmente esses, a temas de natureza política?

Que poderá fazer o Dr. Mário Soares, na hipótese de o querer e poder fazer, com o objectivo, sem dúvida estimável e nobre, de aplanar os cami­nhos entre os «dois povos» deste País residual, enquanto houver, do lado dos provocadores, quem ameace de «ir às fuças à direita», «dar nos que se metam com o seu partido», «eliminar ou extirpar da sociedade política o cancro decerto líder adversário», recorrer aos mais incríveis truques e encenações artificiais, com recurso à mentira, ao embuste a calúnia, para denegrir o esforço e o mérito do trabalho realizado por «outros»?

E assim por diante. A lista seria longa e, num ponto ou noutro, especial­mente nos que pudessem relacionar-se com algumas das mais altas entidades da República, ainda menos agradáveis de dizer ou de escutar do que aquelas que ai ficam, sem motivo especial ou selec­ção prévia, como simples exemplos das tremendas dificuldades com que, num País eriçado de hostilidades e razões de queixa, aparentemente insanáveis, entre o «povo da esquerda» e «as tribos da direita», que as insanidades físicas e mentais de uma classe política imatura e irresponsável criaram, acirraram e de­senvolveram, não será apenas o Dr. Mário Soares que terá de dedicar-lhes muitas horas de estudo e meditação, mas todos os outros candidatos: os reais, os sérios, os honrados, e não os trapaceiros, os «faz-de-conta», os que são capazes de hipotecar a honra pesso­al e a dos respectivos partidos por al­guns minutos a mais de visibilidade e de tempo de antena a favor de terceiros, faltando ao respeito devido à Constitui­ção e aos portugueses.

Se há horas em que a união nacional pode e deve deixar de ser um «slogan» político e, portanto, redutor da coesão dos portugueses ao redor dos interesses do País, esta é a hora, talvez a última hora. E é por isso, também, que não pode ser perdida, desperdiçada, ou só parcialmente aproveitada, como aconteceria se, naquilo que lhe compete o futuro Presidente da Republica não estivesse à altura de merecer a confiança de todos os portugueses e de exercer junto do Governo o tal «magistrado de influência» a que muitas vezes se referiu Mário Soares, quando esteve em con­dições de o fazer, oferecendo-lhe o apoio ou o conselho (político e técnico), o aplauso ou a advertência (não em públi­co ou de forma autoritária), ou até, se necessário, em caso extremo, a expressão firme e concreta da sua discordân­cia, sempre dentro dos parâmetros da mais estrita constitucionalidade, sem recorrer a sofismas nem a engenharias ou truques jurídicos que levantem ou deixem suspeitas no ar.

E esta será sempre uma barreira que Mário Soares, formado e fanatizado num tipo de socialismo autoritário e pessoalista, bem mais próximo do «meio-irmão» soviético do que do «primo» social-democrata, quer dizer, mais a amaneira de Brejnev que de Schmit ou Olof Palme, muito dificilmente conse­guiria transpor.

Um teste (metafórico) à sua velhice

Mas existe uma última razão, que certos analistas com alma de escravos pretendem escamotear ou minimizar e que desaconselha vivamente, na opi­nião do autor, a escolha de Mário So­ares no pleito eleitoral de Janeiro próxi­mo: os seus 81 aninhos de idade.

Em artigo anterior, com a autoridade e o conhecimento de causa de quem possui a mesma idade, acompanhado, na circunstância, pela opinião unânime de cerca de vinte octogenários idóneos, sérios, desinibidos e razoavelmente sau­dáveis, quis demonstrar que ninguém, ao atingir esse patamar da vida, está em condições de assumir responsabilidades incomparavelmente mais modestas que as de Presidente de qualquer República, mesmo das bananas, dos ananases ou dos coqueiros. Um homem de 80 anos já nem si próprio é inteiramente senhor e responsável. A sua capacidade física e intelectual baixa em proporção semelhantes às que, neste Verão da nossa desgraça, assinalamos nas barra­gens e albufeiras de Portugal.

Infelizmente, o Dr. Mário Soares, mal avisado, ou empolgado pela pers­pectiva de poder alcançar um «record histórico», julga acreditar que se encon­tra à altura da situação. Certos escribas de má formação jornalística e cívica, mas ainda muito longe (felizmente para eles) de saberem o que significa ter 80 anos, até chegam à indigência política de afirmar, para serem agradáveis ao per­turbado ancião, que ele possui um vigor superior ao do cinquentão Manuel Alegre. Como foi que o apuraram é que não se sabe.

Ao Dr. Mário Soares, cuja citação de Fernando Pessoa, freneticamente apoiada pelos convidados, me pareceu inteiramente descabida e até algo paté­tica, a provar o contrário do que preten­deria, deixo aqui, sob forma metafórica, um desafio: seria capaz de jurar que, sendo eleito Presidente da República dispensaria, pela manhã, quem o aju­dasse a compor-se e lhe lembrasse a «pílula do vigor»; ao meio-dia, os de quem o obrigasse a emborcar a «colherzinha de óleo de fígado de bacalhau» e, lá pela noite dentro, os de quem, com todo o respeito, levasse o Presidente a fazer xi-xi?

(*) Jornalista

diabo.jpg (3141 bytes) 13 de Dezembro de 2005

Maria Ana Figeira

Oswald Le Winter, ex-agente da CIA na Europa, garante a "O DIABO"

"Há armas de destruição Maciça nos Açores"


Oswald Le Winter (foto O Diabo)

(...) "Os Estados Unidos têm fundos reservados para os subornos, pagam através de treinos para a polícia, treinos da CIA, convidam altas patentes do exército para ir para os Estados Unidos treinar escolas especiais. Há muitas coisas que estes governos obtêm. Tal como a Roménia e a Polónia, paises onde existem prisões secretas".

(...) Soares & CIA amiga...

Mário Soares também recebeu favores dos americanos...

Mário Soares foi pago pela CIA durante alguns anos, por isso viveu como um rei em Paris e recebia dinheiro todos os meses. Era pago para trair Portugal para causar confusão a partir de Paris. Prometeram-lhe que quando chegasse o momento certo haveria uma revolução e ele poderia regressar. A revoloção deu-se e, algunm tempo depois, ele foi Presidente de Portugal. O Frank Carlucci veio como embaixador porque Mário Soares tinha de ser eleito. (...)


(foto O Diabo)

31 de Janeiro de 2006


Mário Soares em campanha eleitoral
(foto o Diabo)

(...) «Por que é que o "grande esmagado" de 22 de Janeiro, passado a ferro duas vezes em poucas horas, reduzido a uns caricatos 14 por cento dos eleitores, metade dos quais, provavelmente, a darem-lhe o seu voto por misericórdia, como quem dá esmola ao velhinho que lha pede à porta da igreja, não se submete, pura e simplesmente, ás leis da Vida, do Tempo e da Política e desaparece da cena em que, bem ou mal, ocupou, durante mais tempo do que merecia e devia, o lugar de actor principal, isto é, de protagonista de uma tragédia que atirou com Portugal e os portugueses para o fundo da tabela»